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O projeto Cia. Espaço em Branco - Janelas Criativas realizou uma temporada imersiva dos seus espetáculos mais recentes, em julho de 2021. Foram exibidos: Tocar Paraíso, A Fome e Paraíso Afogado nas suas mais recentes versões de kino-teatro, especialmente adaptados para o vídeo e que somam características das linguagens teatral e cinematográfica, pensando em radicalizar ainda mais a experiência do espectador para dentro da cena. 

Fique de olho nas nossas redes pois em breve voltaremos com nova temporada!

Sinopses dos espetáculos exibidos:

Tocar Paraíso

Exibido também com audiodescrição, legendas e LIBRAS

O trem do Ocidente passa rápido e já nem pára, não tem como parar, ele atropela a todos seguindo seu fluxo cego. É o progresso. A energia vem do lucro, vem do modelo de civilização alicerçada no capitalismo. O lucro é a vida sugada de pessoas e nações que se afundam em meio ao lixo tóxico. O texto de Thomas Köck admite o absurdo do teatro frente à vida, lançando mão de distintas possibilidades de estruturação da escrita para a cena, o autor vai do lírico ao dramático e ao épico, para contar histórias atravessadas por trens. A ironia percorre a linguagem cênica revelando o sedimento crítico que o texto traz em relação ao percurso civilizatório ocidental.. 

A Fome

Exibido também com LIBRAS

O espetáculo percorre o percurso da apresentação cênica de um instinto primal, a fome, que nasce do caos e incorpora-se com a força de uma deusa pagã em uma mulher. A personagem mostra-se em pedaços: boca, vagina, cabeça, uma mulher que fala sem parar, parente próxima dos personagens de Beckett. O relato é violento, irônico e absurdo. É o dia derradeiro, um rito de passagem que necessita ser concluído, custe o que custar. Refletindo sobre relações amorosas e familiares atordoantes, o espetáculo mostra esta mulher sem nome nem espaço que se dilata guiada por uma chama primitiva e implacável, pelos dentes irá descobrir a forma mais intensa de consumir o amor, o outro e sua sombra.

 

Paraíso Afogado

Exibido também com LIBRAS

Marés de palavras e lixo trazem memórias e dejetos deixados por uma civilização que há muito habitou e dizimou a Terra. Uma família dos anos 1990 europeia (ou seria porto-alegrense?) produz seu futuro com o sonho de profissional liberal do pai e o amadurecimento da filha, a jovem bailarina. Cem anos antes, na Manaus do boom da borracha, os Barões encomendam a construção do Teatro Amazonas a um idealista arquiteto alemão, que chega não apenas para erguer um teatro, mas para ensinar a revolução aos nativos: novos tempos para novos homens. Essa jornada apocalíptica agora é apenas um HARD_DISK abandonado no espaço. Fragmentos editados e arquivos corrompidos. Kino- teatro, o palco tornou-se tela.